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A teia

Contemplei a fiandeira 
Imaginei-a cosendo versos 
Tramando minha teia
Alma roída de coisas inacabadas
Percorri com os olhos as chamas dos espelhos 
Observei atento a simetria das estrelas 
O mato crescendo esfacelando os girassóis
Que não giravam mais
Nas paredes brancas
Aranhas famintas mirando suas presas 
Iluminadas por castiçais.

(Irineu Magalhães)




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