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Poemas de William Blake

William Blake é considerado atualmente um dos mais  importantes poetas de língua inglesa. A personalidade complexa de Blake tornou-o incompreendido e emblemático, para muitos críticos de artes. 

As duas primeiras décadas do século XIX foi de relativa obscuridade artística para o poeta, ocasionado por perdas comerciais, onde conseguiu imprimir em seus trabalhos todo seu desalento.

Blake nasceu em Londres no ano de 1757, e a partir de 1783 viveu exclusivamente dos seus talentos artísticos. Viveu o iluminismo, e além de poeta foi  pintor e tipógrafo. 

Por Irineu Magalhães




Veja abaixo algumas poesias de Blake:


Uma Imagem Divina

A Crueldade tem Humano Coração, 
E tem a Intolerância Humano Rosto; 
O Terror a Divina Humana Forma, 
O Secretismo Humano Traje posto. 

O Humano Traje é Ferro forjado, 
A Humana Forma, Forja incendiada, 
O Humano Rosto, Fornalha bem selada, 
Humano Coração, Abismo seu Esfaimado. 

William Blake, in "Canções da Experiência" 
Tradução de Hélio Osvaldo Alves


O Pequeno Vagabundo

Querida mãe, querida mãe, a igreja é fria
Mas a taverna é saudável, agradável e quente
E posso dizer que lá me tratam bem.
Pois nem no céu passaria tão bem.

Mas se na igreja cerveja pudessem dar
E um bom fogo as nossas almas regalar
Por todo dia rezaríamos e cantaríamos,
e da igreja jamais nos afastaríamos.

Então o pastor poderia pregar e beber e cantar.
Seríamos tão felizes qual aves primaverís a voar,
E a senhora bebedeira sempre na igreja em oração,
Não teria filhos franzinos, nem jejum ou punição.

E Deus como um pai que se regozija em ver
Seus filhos como ele, amáveis e felizes a valer,
Não teria mais querelas com o Diabo e o barril,
mas lhe daria vestes, bebida e beijos mil.


O Jardim do Amor

O Jardim do Amor fui visitar, 
E vi então o que jamais notara: 
Lá bem no meio estava uma Capela, 
Onde eu no prado correra e brincara. 

E os portões desta Capela não abriam, 
E "Não farás" sobre a porta escrito estava; 
E voltei-me então para o Jardim do Amor 
Lá onde toda a doce flor se dava; 

E os túmulos enchiam todo o campo, 
E eram esteias funerárias as flores; 
E Padres de preto, em seu passeio secreto, 
Atando com pavores minhas alegrias & amores. 

William Blake, in "Canções da Experiência" 
Tradução de Hélio Osvaldo Alves


O limpador de chaminés

Eu era bem novo e minha mãe morria, 
E meu pai vendeu-me quando eu mal sabia 
Balbuciar, chorando limpa-dor dor dor dor, 
Assim sujo e escuro sou o limpador. 

Aquele é Tom Dracre, que chorou na vez 
Em que lhe rasparam a cabeça: Vês – 
Consolei-o – Tom que é bom não ter cabelo, 
Pois assim fuligem não te suja o pêlo. 

Assim se acalmou. E numa noite escura 
Tom dormindo teve esta visão futura, 
Que mil limpadores Josés Chicos Joões 
Foram confinados em negros caixões. 

E então veio um Anjo com uma chave branca 
E os tirou do escuro destravando a tranca. 
E então entre risos ao campo saíram 
E entraram num rio e ao Sol reluziram. 

Sem sacos às costas, despida a camisa 
Voaram nas nuvens, brincaram na brisa; 
Disse o Anjo a Tom que, se fosse bonzinho, 
Deus feliz tomava-o como seu filhinho. 

E Tom despertando foi na escuridão 
Apanhar seu saco mais seu esfregão, 
E saiu alegre na manhã gelada. 
Quem seu dever cumpre não receia nada. 


A Imagem Divina

Compaixão, Pena, Paz & Amor, 
Todos lhes rezam no seu sofrimento; 
E a estas virtudes de tanto fulgor 
Entregam o seu agradecimento. 

Compaixão, Pena, Paz & Amor 
É Deus, nosso pai adorado, 
Compaixão, Pena, Paz & Amor 
É o Homem, seu filho amado. 

Tem Compaixão humano coração, 
E tem a Pena uma face humana, 
Amor, a forma divina de eleição 
E a Paz, o traje que irmana. 

Todo o homem, em todo o clima, 
Que, com dor, reza como é capaz, 
Reza à forma humana divina, 
Amor, Compaixão, Pena & Paz. 

A humana forma amar é um dever, 
Para os ateus, os turcos, os judeus; 
Compaixão, Amor & Pena, haja onde houver, 
Também é lá que encontrareis Deus. 

William Blake, in "Canções da Inocência" 
Tradução de Hélio Osvaldo Alves


A resposta da terra

A Terra ergueu a cabeça 
Da escuridão funda e espessa. 
Em pétreo pavor, profundo, 
Sua luz era dispersa. 
Branqueou-lhe a fronte um desespero fundo. 

“Por litorais resguardada 
E pelos céus vigiada, 
Que me encanecem, consomem, 
Ouço, já velha e cansada, 
Chorando, a voz do Pai do antigo Homem! 

“Ó Pai dos homens, ciumento! 
Ó temor cruel e rude! 
Pode o deleite gerar 
As virgens da juventude 
E da aurora, se a noite o acorrentar? 

“Não ri a flórea estação 
Ao ver a flor e o botão? 
Acaso o semeador 
Semeia na escuridão 
E ara na noite negra o lavrador? 

“Quebra a corrente fatal 
Que me regela, ancestral. 
Egoísta e vã, peçonhenta! 
Qual maldição eternal 
Que à servidão o Amor Livre acorrenta.” 


Uma árvore de veneno

Tive ódio ao meu amigo: 
Disse-lhe, e o ódio findou. 
Tive ódio ao meu inimigo: 
Não lhe disse, e o ódio aumentou. 

Dia e noite lhe dei a água, 
Do medo e de minha mágoa; 
Dei-lhe o sol do riso claro, 
Que é só do engodo o anteparo. 

E a árvore cresceu noite e dia, 
E produziu grande pera; 
Meu inimigo, que a via, 
Soube de quem ela era; 

E entrou pelo meu pomar 
Na hora em que o dia se vela; 
E na aurora o fui achar 
Bem estirado sob ela. 



A Humana Súmula

A Piedade deixaria de existir 
Se não fizéssemos nós os Pobres de pedir; 
E a Compaixão também acabaria 
Se a todos, como nós, feliz chegasse o dia. 

E a paz se alcança com mútuo terror, 
Até crescer o egoísmo do amor: 
A Crueldade tece então a sua rede, 
E lança seu isco, cuidadosa, adrede. 

Senta-se depois com temores sagrados, 
E de lágrimas os chãos ficam regados; 
A raiz da Humildade ali então se gera 
Debaixo do seu pé, atenta, espera. 

Em breve sobre a cabeça se lhe estende 
A sombra daquele Mistério que ofende; 
É aí que Verme e Mosca se sustentam 
Do Mistério que ambos acalentam. 

E o fruto que gera é o do Engano 
Doce ao comer e tão malsano; 
E o Corvo o seu ninho ali o faz 
No mais espesso da sombra que lhe apraz. 

Todos os Deuses, quer da terra quer do mar, 
P'la Natureza esta Árvore foram procurar; 
Mas foi em vão esta procura insana, 
Esta Árvore cresce só na Mente Humana. 

William Blake, in "Canções da Experiência" 
Tradução de Hélio Osvaldo Alves


Londres

Vagueio por estas ruas violadas, 
Do violado Tamisa ao derredor, 
E noto em todas as faces encontradas 
Sinais de fraqueza e sinais de dor. 

Em toda a revolta do Homem que chora, 
Na Criança que grita o pavor que sente, 
Em todas as vozes na proibição da hora, 
Escuto o som das algemas da mente. 

Dos Limpa-chaminés o choro triste 
As negras Igrejas atormenta; 
E do pobre Soldado o suspiro que persiste 
Escorre em sangue p'los Palácios que sustenta. 

Mas nas ruas da noite aquilo que ouço mais 
É da jovem Prostituta o seu fadário, 
Maldiz do tenro Filho os tristes ais, 
E do Matrimónio insulta o carro funerário. 

William Blake, in "Canções da Experiência" 
Tradução de Hélio Osvaldo Alves

Por Irineu Magalhães

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Pinturas ganham vida em um vídeo hipnótico

O cineasta italiano Stefano Rino teve a brilhante ideia de compilar 100 obras-primas da história da arte, dando-lhes vida em um vídeo fascinante e  hipnótico.


Relação das pinturas:
  • Thomas Hill – Emerald Bay, Lake Tahoe
  • Albert Bierstadt – Among the Sierra Nevada Mountains
  • Ivan Shishkin – Forest edge
  • James Sant – Frau und Tochter
  • William Adolphe Bouguereau – L’Innocence
  • William Adolphe Bouguereau – Song of the Angels
  • Ivan Shishkin – Bach im Birkenwald
  • William Adolphe Bouguereau – Le Baiser
  • William Adolphe Bouguereau – Nature’s Fan- Girl with a Child
  • William Adolphe Bouguereau – The Motherland
  • Ivan Shishkin – Morning in a Pine Forest
  • William Adolphe Bouguereau – The Nut Gatherers
  • William Adolphe Bouguereau – Two Sisters
  • William Adolphe Bouguereau – Not too Much to Carry
  • Thomas Cole – The Course of Empire : Desolation
  • Martinus Rørbye – Entrance to an Inn in the Praestegarden at Hillested
  • William Adolphe Bouguereau – Sewing
  • William Adolphe Bouguereau – The Difficult Lesson
  • William Adolphe Bouguereau – The Curtsey
  • William Adolphe Bouguereau – Little Girl with a Bouquet
  • Claude Lorrain – Pastoral Landscape
  • William Adolphe Bouguereau – Cupidon
  • William Adolphe Bouguereau – Admiration
  • William Adolphe Bouguereau – A Young Girl Defending Herself Against Eros
  • William Adolphe Bouguereau – Dawn
  • William Adolphe Bouguereau – L’Amour et Psych
  • William Adolphe Bouguereau – Spring Breeze
  • William Adolphe Bouguereau – The Invation
  • William Adolphe Bouguereau – Nymphs and Satyr
  • William Adolphe Bouguereau – The Youth of Bacchus
  • William Adolphe Bouguereau – The Birth of Venus
  • William Adolphe Bouguereau – The Nymphaeum
  • Gioacchino Pagliei – Le Naiadi
  • Luis Ricardo Falero – Faust’s Dream
  • Luis Ricardo Falero – Reclining Nude
  • Jules Joseph Lefebvre – La Cigale
  • John William Godward – Tarot of Delphi
  • Jan van Huysum – Bouquet of Flowers in an Urn
  • Adrien Henri Tanoux – Salammbo
  • Guillaume Seignac – Reclining Nude
  • Tiziano – Venere di Urbino
  • Louis Jean François Lagrenée – Amor and Psyche
  • Correggio – Giove e Io
  • François Gérard – Psyché et l’Amour
  • John William Godward – Contemplatio
  • John William Godward – Far Away Thought
  • John William Godward – An Auburn Beauty
  • William Adolphe Bouguereau – Flora And Zephy
  • Louis Jean François Lagrenée – Amor and Psyche
  • Fritz Zuber-Bühle – A Reclining Beauty
  • Paul Peel – The Rest
  • Guillaume Seignac – L’Abandon
  • Victor Karlovich Shtemberg – Nu à la peau de bete
  • Pierre Auguste Cot – Portrait Of Young Woman
  • Ivan Shishkin – Mast Tree Grove
  • Ivan Shishkin – Rain in an oak forest
  • William Adolphe Bouguereau – Biblis
  • William Adolphe Bouguereau – Elegy
  • Marcus Stone – Loves Daydream End
  • William Adolphe Bouguereau – Head Of A Young Girl
  • Hugues Merle – Mary Magdalene in the Cave
  • Andrea Vaccaro – Sant’Agata
  • Jacques-Luois David – Accademia (o Patroclo)
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – San Giovanni Battista
  • Roberto Ferri – In Nomine Deus
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Cristo alla colonna
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Incoronazione di spine
  • Paul Delaroche – L’Exécution de lady Jane Grey en la tour de Londres, l’an 1554
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Decollazione di San Giovanni Battista
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Sacrificio di Isacco
  • Guido Reni – Davide e Golia
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Giuditta e Oloferne
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Davide e Golia
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Salomè con la testa del Battista
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Davide con la testa di Golia
  • Jakub Schikaneder – All Soul’s Day
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – San Gerolamo scrivente
  • Guido Reni – San Gerolamo
  • Pieter Claesz – Vanitas
  • Gabriel von Max – The Ecstatic Virgin Anna Katharina Emmerich
  • William Adolphe Bouguereau – Portrait of Miss Elizabeth Gardner
  • Jan Lievens – A young girl
  • Johannes Vermeer – Portrait of a Young Girl
  • Luis Ricardo Falero – Moonlit Beauties
  • Joseph Rebell – Burrasca al chiaro di luna nel golfo di Napoli
  • Luis Ricardo Falero – Witches going to their Sabbath
  • William Adolphe Bouguereau – Dante And Virgil In Hell
  • Théodore Géricault – Cheval arabe gris-blanc
  • Peter Paul Rubens – Satiro
  • Felice Boselli – Skinned Head of a Young Bull
  • Gabriel Cornelius von Max – Monkeys as Judges of Art
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Medusa
  • Luca Giordano – San Michele
  • Théodore Géricault – Study of Feet and Hands
  • Peter Paul Rubens – Saturn Devouring His Son
  • Ilya Repin – Ivan il Terribile e suo figlio Ivan
  • Franz von Stuck – Lucifero Moderno
  • Gustave Doré – Enigma
  • Arnold Böcklin – Die Toteninsel (III)
  • Sophie Gengembre Anderson – Elaine
  • John Everett Millais – Ophelia
  • Paul Delaroche – Jeune Martyre
  • Herbert Draper – The Lament for Icarus
  • Martin Johnson Heade – Twilight on the St. Johns River
  • Gabriel Cornelius von Max – Der Anatom
  • Enrique Simonet – Anatomía del corazón
  • Thomas Eakins – Portrait of Dr. Samuel D. Gross (The Gross Clinic)
  • Rembrandt – Lezione di anatomia del dottor Tulp
  • Peter Paul Rubens – Die Beweinung Christi
  • Paul Hippolyte Delaroche – Die Frau des Künstlers Louise Vernet auf ihrem Totenbett
  • Elizabeth Jane Gardner Bouguereau – Too Imprudent
  • William-Adolphe Bouguereau – The Prayer
  • Michelangelo Merisi da Caravaggio – Amorino dormiente
  • Augustin Théodule Ribot – St. Vincent (of Saragossa)
  • Caspar David Friedrich – Abtei im eichwald
Por Marcos Ecce Ars


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Explosão poética em Belém no dia da Poesia - Octavio Pessoa


14 de Março é o Dia Nacional da Poesia, em razão do aniversário de nascimento do poeta baiano Antonio Frederico Castro Alves. Este ano cai numa sexta-feira e, em Belém, os amantes da Poesia terão opções de  programação poética para prestigiarem.

          A partir das 19 horas, no Sesc Boulevard (em frente à Estação das Docas),  acontece a II Festa Paraense da Poesia. Na abertura, dentro do Projeto Rota Intercâmbio, apresentação da Poeta Rita Melém, com participação especial do grupo Arsenal de Rima. 



           Na sequência, o grupo VersiVox apresenta “O Samba Veio no Navio Negreiro”, baseado na obra de Castro Alves, o poeta dos escravos. Com Carlos Correia Santos, Ane Barbosa, Karina Lima, Renato Rosas, Alexandre da Silva, uma produção de Hudson Andrade.



          Na Praça do Artista, do CENTUR (Av. Gentil Bittencourt com a Rui Barbosa), também a partir das 7 da noite, ocorrerá o lançamento da Antologia do Instituto Cultural do Extremo Norte/ICEN, denominada  Eco Poético.  



          A “Eco Poético”  é uma coletânea com significativa parcela da produção poética paraense e amazônica e texto de Apresentação deste mais cronista do que poeta. Na programação do lançamento, a presença de poetas do Extremo Norte, dos cantores/compositores Alcyr Guimarães e Tommil Paixão, do grupo Ayvu Rapyta Contadores de História e dos dançarinos Nonato e Jéssica. 

          A efervescência cultural e particularmente da Poesia em Belém do Pará nos últimos tempos,  é indiscutível. A ação de poetas e grupos independentes, somada ao trabalho de escritores, agitadores e produtores culturais, fazem de Belém uma verdadeira  “Capital Amazônica da Poesia”.

          Aliás, acho que não é má ideia lutarmos pelo reconhecimento de Belém como “Capital Amazônica da Poesia”. Assim como  pessoas e grupos do Rio se movem pro Rio de Janeiro ser reconhecido como “Capital Nacional da Poesia”.

Penso que devemos valorizar também o 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, instituído pela XXX Conferência Geral da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, para promover a leitura, a escrita, a publicação e o ensino da Poesia pelo mundo.


          Ficam as sugestões.

Por Octavio Pessoa

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CBGB o Clube Punk



No início da década de 1970, Hilly Kristal, com 40 anos de idade, dois divórcios, e uma filha adolescente. Sem dinheiro até para suprir as necessidades mais básicas, e depois de duas tentativas fracassadas de sobreviver no submundo novaiorquino com bares, decide abrir um bar clube em Manhattan no bairro de Bowery. 



Inicialmente a ideia era que o bar tocasse só músicas no estilo blues e country,  daí o a sigla CBGB (Country, Bluesgrass and Blues), em seguida por necessidade do gosto da freguesia em sua maioria punk, se viu obrigado a acrescentar mais uma sigla ao bar: OMFUG (Outras músicas para fazer gordos mexer o traseiro). Nascia então o bar mais punk dos Estados Unidos, berço do Punk Rock e primeiro palco de diversas bandas que surgiria nos anos seguintes, como The Ramones, The Dead Boys, Television, Richard Hell, Johnny Thunders & The, The Misfits, entre outras. Também conhecido como um dos bares mais sujos de Nova Iorque, e talvez por isso o mais amado pela garotada punk da época, que não estavam nem aí para limpeza, tampouco etiquetas.



Nos anos seguintes o CBGB experimentaria  uma fama de proporções continentais, levando bandas de vários países para apresentar no local: Inglaterra, Austrália, e até bandas brasileira como é caso do Ratos de Porão, Chico Science & Nação Zumbi e Supla já na década de 1990.

The Ramones 
O CBGB encerrou suas atividades em 2006, devido uma dívida astronômica, contraída pela super valorização do aluguel. Hilly morreu em 2007, hoje o local abriga uma loja de roupas. 
Em CBGB 2013 chegou ao cinema, dirigido por Randall Miller com Alan Rickman, Rupert Grint : "A história do clube CBGB", disponível abaixo.

Clique aqui para assistir ao filme: A história do clube CBGB

Por Irineu Magalhães

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Eu, zumbi?

 

Certa vez li uma reportagem em que o autor afirmava que existem apenas duas ou três histórias diferentes e dessa forma, depende unicamente da criatividade do escritor, tornar um texto original. Basicamente, histórias são narrativas de personagens em conflito, há vilões, mocinhas e mocinhos e um imbróglio para resolver. O enredo muda, os personagens mudam de gênero, mas a síntese da história continua a mesma. Por isso quando alguém disser “isso nunca se fez”, é bem possível que já tenham feito, mas de uma forma diferente. Bem diferente, às vezes. 

A cada dia chegam às prateleiras livros, filmes e HQs em que os autores lutam para manter a originalidade de seu trabalho, criando e recriando mitos e heróis. O vampiro, por exemplo, foi criado e recriado diversas vezes. Na literatura clássica, com Bram Stoker, os vampiros têm características bem diferentes do que na literatura contemporânea: podem assumir a forma animal; têm aversão aos símbolos cristãos; não têm reflexo; possuem grandes caninos; dormem em caixões; “morrem” se expostos à luz do sol; e apenas podem ser exterminados se forem decapitados ou se uma estaca de madeira atravessar seu coração. 

Em meio a esse caldeirão de estilos, criatividade e busca por originalidade, surgem ideias espetaculares e outras nem tanto. Os vampiros de Stephenie Meyer, comparados aos de Stoker, não mudam de forma; são indiferentes aos símbolos cristãos; não têm caninos protuberantes; possuem reflexo diante de um espelho; e não dormem em caixões – e como se não bastasse, sua pele brilha se expostos à luz solar. Ou seja, quase não tem relação com o vampiro original.

Já Blade, criado por Marv Wolfman e Gene Colan para a Marvel, é um híbrido de humano com vampiro, por ter sido contaminado ainda no útero de sua mãe, e preservando características humanas e vampíricas e isso, meus amigos, beira a genialidade. Os inimigos a quem Blade combate, mantém as particularidades do vampiro clássico, assim como ele, que luta contra sua sede de sangue. O bonequinho aqui aplaude de pé.

Na linha da adaptação dos quadrinhos, outras versões geniais surgiram nos últimos anos, como os filmes Constantine, Thor e a série televisiva “The Walking Dead”.  Levando isso em conta, quando recebi a notícia sobre outras duas adaptações, fiquei curioso, e resolvi pesquisar, mas descobri que tanta criatividade está assumindo uma proporção nunca antes vista na história da humanidade. O anúncio na rádio falava sobre a série “Eu, zumbi”, baseada nos quadrinhos da DC Comics, que versa sobre uma estudante de medicina que se torna zumbi e trabalha no escritório do legista da cidade, tendo acesso aos cérebros, que ela deve comer para manter sua humanidade. A protagonista ao comer os cérebros, herda as memórias do cadáver e com a ajuda de seu chefe médico legista e um detetive da polícia, resolve casos de homicídio. Ora, vocês hão de convir que um zumbi com consciência, estudante e, ainda por cima, detetive é demais para mim.

Seguindo o mesmo padrão da zumbi detetive, há também o lançamento recente de “Frankenstein - Entre anjos e demônios”, uma recriação do famoso personagem de Mary Shelley, também adaptado de uma HQ. Nessa aventura, a criatura monstruosa se torna um marombado cheio de cicatrizes estilosas e penteado bacana. E uma cientista ainda se apaixona pelo monstrengo Adam, a criação do Dr. Victor!

Aqui, meus amigos, o bonequinho mete o pé.

Personagens e histórias são recriados de tal forma que chegam a se tornar outros completamente diferentes. No caso dos zumbis, especificamente, a criatura cujo estereótipo define-se por um morto reanimado, privado de consciência, irracional e de hábitos noturnos se foi transformada em outra, capaz inclusive de amar, como é o caso do filme “Meu namorado é um zumbi” (adaptação do livro "Warm Bodies"). Contudo, há também os bons e-xemplos das releituras (ou mash ups), como o filme “João e Maria – Caçadores de Bruxas” e os brasileiros “A escrava Isaura e o vampiro”, “Dom Casmurro e o Disco Voador”, e “O Alienista – Caçador de Mutantes”, em que elementos da literatura fantástica foram inseridos nos clássicos nacionais. Há ainda, as produções da Disney, “Frozen – uma aventura congelante”, baseada no conto “A Rainha da Neve”, de Hans Christian Andersen, e “Malévola”, releitura do clássico “A Bela Adormecida”, de Charles Perrault, que tem como mote a origem da rainha má, e são muito bem sucedidos a meu ver, por abordarem elementos desprezados na história original, o que sempre é possível.

Por isso, meu amigo, quando você pensar que não se poderá criar mais nada, que se esgotaram as chances de surgir algo diferente, lembre-se que é possível sim, pois o que não falta é criatividade ao ser humano. E talvez não existam apenas duas ou três histórias, mas um lote delas.  O problema é quando alguém resolve ao invés de recriar, criar novamente, o que é uma coisa bastante distinta. É se julgar tão genial quanto o criador.

George dos Santos Pacheco

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Vontade de Potência - Nietzsche



Nietzsche, influente filósofo alemão (1844-1900). "Der Wille zur Macht" literalmente, "A vontade para o poder", obra póstuma traduzida em várias línguas, elabora a partir de anotações do autor, onde foi conservado a fidelidade dos escritos. A primeira edição de "Vontade de Potência" foi organizada e  publicada em 1901 por Elisabeth Foerster Nietzsche irmã de Nietzsche.

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O Admirável Mundo Novo Baiano


Em Julho de 2011 foi lançado o filme "O Admirável Mundo Novo Baiano". O documentário conta a história do grupo musical Novos Baianos, em um dos períodos mais férteis da produção musical no Brasil. O nome do documentário veio do livro "O Admirável Mundo Novo" (Brave New World - Título original)  escrito pelo o inglês Aldous Huxley. 

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Magnólia


Quando o jardim
Tranqüilo num dia
Nublado inspira cravos
A  desabrocharem -
Margaridas conspiram.


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