Dormem os pardais e deuses nos ninhos das estrelas
Os leviatãs nas profundezas
Dormem os espelhos desgastados pelo uso
Os barcos sem rumo
Dormem os meus precitos carrascos
As janelas azuladas de lua
Dormem os ossos ruídos
Escurecidos pelas negruras das tumbas
Dorme o medo aninhando nas veias
Os kamikazes que não viram Deus
Dormem minhas correntes enferrujadas de tormento
Sim, dormem, dormem
Só não dormem os malditos relógios
Empregados das pás do tempo.
(Irineu Magalhães)
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